Uma reflexão, me vem hoje...:
"Qual é o limite do trabalho?"
Muito se lê sobre pessoas que abrem mão de seu tempo livre (ócio) pelo trabalho, há aqueles que não possuem nem tempo para desfrutar do ócio. Muitas são as pessoas que abrem mão de suas vidas pelo trabalho, sofrendo desde cedo com a fadiga laboral, o stress, avc's e porque não infartos. Sobram ainda aqueles que abrem mão de suas famílias e a amigos por aquilo que se chama trabalho.
Será que o fator primordial disto tudo é a remuneração do trabalho, o salário, ou seria apenas um momento, talvez uma chance de se fazer importante e talvez reconhecida em algum momento da vida.
"Que proveito tem o homem, de todo o seu trabalho, com que se afadiga debaixo do Sol?" Eclesiastes 1-3
"Pelo que eu me volvi e entreguei o meu coração ao desespero no tocante a todo o trabalho em que me afadigara debaixo do Sol" Eclesiastes 2-20
Não há como negar, e a história nos mostra que há muito o homem foi usurpado de sua capacidade de reprodução, tornando-se apenas um apêndice de todo o processo produtivo, tendo roubado os seus meios de produção, seja terra, seja ferramentas, seja seu intelecto, necessitando vender a sua força de trabalho pelo salário de subsistência. Mas o nosso foca, não é aquele que necessita o máximo pelo mínimo, mas sim, aquele que busca "dois tantos de seu trabalho" não se contentando com o necessário.
Será mesmo que vale a pena sair de casa as 06:00, retornar as 22:00, não conseguir dar atenção a sua própria vida e não conseguir dormir pois ainda pensa naquilo que é fútil, aquilo que em sua morte será lembrada pela sua tentativa de fracasso?
O trabalho é parte ou objeto de realização pessoal? Qual é o peso que você dá para esta parte importante porém não única em sua vida? A futilidade é jogar conversa fora ou fazer por merecer um ótimo cargo?
Acredito que o trabalho é parte necessária porém não única para a realização enquanto pessoa, parte necessária para o melhor aproveitamento de nossa curta vida terráquea. Porém faz-se necessário medir o quanto realmente vale a pena manter um certo padrão de vida, por menor que seja (no seu entendimento) frente a vida que desintegramos das 08:00 as 18:00 com uma hora de almoço.
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